quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Tudo o que o artista mija é arte?

Espectáculo de Ana Borralho e João Galante - Foto: Vítor D. Rosário

Pagos por todos nós para fazerem xixi...

A Secretaria de Estado da Cultura/ DG Artes, pelo anunciado e não desmentido, atribuiu ou continua a atribuir anualmente 75.640,94 euros, a título de apoio, ao casal de artistas Ana Borralho e João Galante, para que estes realizem teatro escatológico de péssima qualidade dirigido ao rarefeito público do costume.



Este não é um problema de democracia, nem de liberdade, sobre o qual tenhamos que nos coibir em nome de uma qualquer cobardia politicamente correta, mas um problema de subsídio dependência grave e de finanças públicas desmioladas. Num certo sentido é também a imagem perversa da corrupção endémica que tomou conta do país.

O mau gosto e falta de imaginação desta ‘performance’ só tem paralelo no mau gosto e falta de imaginação do regime indigena que dia a dia se desfaz diante de todos nós.

Sabiam que países como os Estados Unidos, a Alemanha e o Reino Unido —as maiores potências da cultura moderna e contemporânea— não têm sequer ministérios da cultura? Sabiam que no Japão a cultura faz parte dum ministério para a educação, cultura, desportos, ciencia e tecnologia?

Então porque andamos a perder tempo com fantasias caras e de mau gosto?

Há uma diferença entre a liberdade criativa e a indigência protegida.

Um país que não sabe definir prioridades vai inexoravelmente à falência :(

António Cerveira Pinto

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